2009-11-22

A Bailarina Cega

Rodopiava por cima de seu
sonho branco,
sem se importar com o passo torto
de seus pés
ou com a venda de carne que lhe
tampava a vista

Despia-se de seu véu imaginário,
como quem tira a máscara
na quarta-feira de cinzas

O trapézio do circo era a sua
escuridão,
e ela sorria infantilmente a cada
tombo claro que lhe manchava
a maquiagem encardida.

5 comentários:

Fabio Rocha disse...

That´s me! :)

(Pensando em como consertar essa frase para ficar menos gay, não era nesse sentido a coisa...) :D

Abração

(Sempre bom passar aqui também...)

Monique Cunha disse...

muito triste quando a bailarina não sabe para onde ir!

lidia. disse...

Dançando no escuro...

(:

Tainá disse...

ai, o carnaval.

well, voltei com as palavras, moço.

Leo Curcino disse...

era cega, mas via mais que muitos.