2011-01-31

A Morte de Zé Pereira

é a ilusão e mais nada,
é o domingo sem sol,
é a fúria dos mascarados
a atormentar o salão,
é o silêncio das estátuas
nas praças,
é a cor da folia perfurocortante
na inocência da pele,
é o choro calado dos mendigos
sem fantasia,
é o grito da noite nebulosa,
o sopro ardente da liberdade.

o samba fúnebre pede passagem
ao cordão errante de foliões
em desespero.

é a ilusão e mais nada.

4 comentários:

Lúu Almeida disse...

Só em te ler fico imaginando o quão grandioso é esse ser teu, essa tua alma. Cada palavra tua, até teu suspiro deve ser belo.

Flores!

Naudiéri disse...

porque a realidade dói, mas a ilusão também.

Thiago David disse...

Só em te ler fico imaginando o quão grandioso é esse ser teu, essa tua alma. Cada palavra tua, até teu suspiro deve ser belo.

Flores! {2}

Thiago David disse...

agora sério...

Cara! eu gosto muito do pesar dos seus textos. As letras cinzas combinam totalmente.

Achei maravilhoso como vc conseguiu ressignificar o carnaval em seu atual ressignificado, este que trai a beleza espontânea de Zé pereira.

me gusta mucho!

abraço forte!